"Não chore pelo que você perdeu,
lute pelo que você tem.
Não chore pelo que está morto,
lute por aquilo que nasceu em você.
Não chore por quem te abandonou,
lute por quem está a seu lado.
Não chore por quem te odeia,
lute por quem te quer feliz.
Não chore pelo teu passado,
lute pelo teu presente.
Não chore pelo teu sofrimento,
lute pela tua felicidade.
Não é fácil ser feliz, temos que abrir mão de várias coisas, fazer escolhas e ter coragem de assumir ônus e bônus para ser feliz.
Com o tempo vamos aprendendo
que nada é impossível de solucionar apenas siga adiante com quem quer
e luta para estar com você.
Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja...
as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil, a luz própria, a felicidade simples e sincera e a paz interior..."
Informação abrangente e um pouco de reflexão. http://www.facebook.com/OlharIntelectual
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
sábado, 29 de junho de 2013
O efeito das drogas em aranhas
Entenda as principais diferenças entre Plebiscito e Referendo
Em tempos de crise política, existe a possibilidade de haver plebiscitos ou referendos em nosso país. Entenda a diferença.
segunda-feira, 25 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Habemus Papam: Francisco e um grande desafio
Foi
eleito, na última terça, em um conclave relativamente rápido, o novo papa,
Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que escolheu
como nome papal Franciscus (latim),
Francisco. Instantes após o anúncio, uma confusão ocorreu quanto o nome do
Papa. Foi divulgado, inicialmente, Francisco
I, quando o correto é Francisco.
Se tornará Francisco I caso haja um Francisco II.
O nome Francisco remete a São Franciso de Assis, que ficou conhecido por
deixar tudo que tinha para viver ao lado dos pobres.
O nome do Cardeal Jorge causou surpresa a todos, principalmente aos
“especialistas” e mostrou, mais uma vez que o conclave é movido à luz do
Espírito Santo.
Jorge Mario Bergoglio, filho de um casal italiano Mario
Bergoglio (trabalhador ferroviário) e Regina (dona de casa), nasceu em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936.
Fez graduação e mestrado em Química,
na Universidade de Buenos Aires. Foi o arcebispo da arquidiocese de Buenos Aires de 28
de fevereiro de 1998 até a sua
eleição.
O Cardeal Bergoglio é o primeiro Papa a ser
eleito sendo membro da Sociedade de Jesus (Jesuítas). É o primeiro Papa
Americano e o primeiro papa não europeu, em mais de 1.200 anos; o último
não-europeu a ser eleito foi São Gregório III, que nasceu na Síria e governou a
Igreja Católica entre 731-741.
É conhecido por sua postura à favor da
justiça social, tendo dito em 2007 que: "Vivemos na região mais desigual
do mundo, a que mais cresceu e a que menos reduziu a miséria. A distribuição
injusta de bens persiste, criando uma situação de pecado social que grita aos
céus e limita as possibilidades de vida mais plena para muitos de nossos
irmãos". Além disso, tal como São Francisco de Assis lavava os pés dos
leprosos, o Cardeal Bergoglio ganhou notoriedade em 2001 ao lavar o pé de 12
doentes de Aids em visita a um hospital.
Francisco é conhecido entre seus
compatriotas pela humildade e despojamento. De semblante calmo e muito
comunicativo, costumava ir as missas de metrô ou ônibus e frequentemente era
visto andando de bicicleta pelas ruas de Buenos Aires.
Quando foi nomeado cardeal, convenceu
centenas de argentinos a não viajarem para Roma. Em vez de irem ao Vaticano
celebrar a nomeação, pediu que dessem o dinheiro da viagem aos pobres. O mesmo
se repetiu agora, antes do conclave.
Seu jeito humilde ficou comprovado logo em
sua primeira aparição. Antes da tradicional benção Urbi et Orbi, o novo papa se inclinou e pediu ao povo que
orasse por ele. Também pediu que orassem pelo papa emérito Bento XIV.
Mas
o que esperar de Francisco?
Em
um mundo recheado de conflitos e turbulências, o primeiro desafio é dentro do
próprio Vaticano. O caso Vatileaks e
as recentes confusões no banco Vaticano causaram polêmica. O próprio Bento XIV
afirmou que a cúria estaria “dividida”. Muitos afirmam que a renúncia de
Ratzinger se deu por pressões internas.
Mas talvez o maior desafio do novo papa
seja retomar a credibilidade, não só do catolicismo, mas da fé, das religiões.
Em um mundo globalizado e ultra moderno,
o verdadeiro significado dos ensinamentos de Jesus está ficando de lado.
Padres pedófilos, pastores que só querem dinheiro, muçulmanos terroristas...
Tudo isso tem contribuído bastante para essa perda de credibilidade.
Francisco terá de reafirmar ao mundo o
maior de todos os mandamentos: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a si mesmo. Mostrar que os mandamentos são bons para a humanidade, e não
limites autoritários. Acolher os que erram, mas também punir com rigidez. Buscar
o ecumenismo e retomar o diálogo com os países intolerantes ao cristianismo. E,
acima de tudo, recuperar a fé das pessoas nas palavras de Cristo. Renovar sem
deixar de lado as tradições da Igreja.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Chegou a hora dos Ovos de Páscoa
A páscoa está chegando. E por toda parte, em shoppings e supermercados, já podemos ver as belas exposições de ovos. Mas na verdade o que isso significa?
Os ovos de chocolate ou ovos de Páscoa são uma tradição milenar relacionada ao cristianismo. Ainda na Antiguidade, em várias culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.
Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste, junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.
A execução foi encomendada ao melhor joalheiro de São Petersburgo: Peter Karl Fabergé. E no domingo da Ressurreição, a czarina recebeu das mãos de seu imperial esposo uma joia de fascinante beleza, confeccionada em ouro, prata, esmalte e rubis. A partir daí, todo ano o czar fazia nova encomenda e Fabergé se esmerava em superar a do ano anterior. Desse modo formou-se a fabulosa coleção de 56 ovos de Páscoa, famosa no mundo inteiro.
O consumo de ovos de páscoa é impulsionado, principalmente, pelas intensas campanhas publicitárias. A grande novidade neste ano ficou por conta da Lacta e um lançamento inusitado e inédito: Um ovo de três quilos!! A comercialização está sendo feita em parceria exclusiva com a loja virtual Americanas.com, e o preço da novidade está em torno de R$189,90.
Mas com tantas opções disponíveis, uma coisa me chamou a atenção: O preço.
Por exemplo, uma barra de chocolate Lacta Diamante Negro, de 140g, hoje custa em torno de R$5,39. Já o ovo Diamante Negro, de 500g, sai em torno de R$49,90. Ou seja, o mesmo chocolate, apenas por estar no formato de ovo, sai por volta de 313,88% mais caro!!
Também da Lacta, o chocolate Ao leite, de 140g, hoje custa em torno de R$5,39. Já o ovo Lacta ao leite, de 196g, custa em torno de R$19,90. Este apresenta uma disparidade ainda maior: 320,28% mais caro!
Uma alternativa aos altos preços dos ovos são as cestas de chocolate e os ovos de franquia, que geralmente são mais em conta.
Mas muito mais importante que chocolates, ovos e tudo mais, é não desviar o foco do verdadeiro sentido da Páscoa: Ressurreição, fé e acima de tudo, vida nova.
Créditos: Arautos do Evangelho/Wikipedia/Brasil Escola/Pravda
Os ovos de chocolate ou ovos de Páscoa são uma tradição milenar relacionada ao cristianismo. Ainda na Antiguidade, em várias culturas espalhadas no Mediterrâneo, no Leste Europeu e no Oriente, observamos que o uso do ovo como presente era algo bastante comum. Em geral, esse tipo de manifestação acontecia quando os fenômenos naturais anunciavam a chegada da primavera.
Não por acaso, vários desses ovos eram pintados com algumas gravuras que tentavam representar algum tipo de planta ou elemento natural. Em outras situações, o enfeite desse ovo festivo era feito através do cozimento deste, junto a alguma erva ou raiz impregnada de algum corante natural. Atravessando a Antiguidade, este costume ainda se manteve vivo entre as populações pagãs que habitavam a Europa durante a Idade Média.
A entrada destes símbolos para o conjunto de festividades cristãs aconteceu com a organização do Concilio de Niceia, em 325 d.C.. Neste período, os clérigos tinham a expressa preocupação de ampliar o seu número de fiéis por meio da adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos a outros eventos relacionados ao ideário cristão. A partir de então, observaríamos a pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria. Seu significado foi, a partir de então, relacionado à vida nova e associado à ressurreição de Cristo.
No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. O auge do requinte foi atingido na Rússia, por fins do século XIX. Por ocasião da Páscoa de 1885, o czar Alexandre III decidiu oferecer à czarina não um simples ovo natural, embora com artísticos desenhos - mas uma peça toda feita de ouro e ornamentada na mesma proporção de riqueza.
| Peter Fabergé |
No auge do período medieval, nobres e reis de condição mais abastada costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas. O auge do requinte foi atingido na Rússia, por fins do século XIX. Por ocasião da Páscoa de 1885, o czar Alexandre III decidiu oferecer à czarina não um simples ovo natural, embora com artísticos desenhos - mas uma peça toda feita de ouro e ornamentada na mesma proporção de riqueza.
A execução foi encomendada ao melhor joalheiro de São Petersburgo: Peter Karl Fabergé. E no domingo da Ressurreição, a czarina recebeu das mãos de seu imperial esposo uma joia de fascinante beleza, confeccionada em ouro, prata, esmalte e rubis. A partir daí, todo ano o czar fazia nova encomenda e Fabergé se esmerava em superar a do ano anterior. Desse modo formou-se a fabulosa coleção de 56 ovos de Páscoa, famosa no mundo inteiro.
Até que chegássemos ao famoso (e bem mais acessível!) ovo de chocolate, foi necessário o desenvolvimento da culinária e, antes disso, a descoberta do continente americano.
Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Os ovos de chocolate viram dos Pâtissiers que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora.
Ao entrarem em contato com os maias e astecas, os espanhóis foram responsáveis pela divulgação desse alimento sagrado no Velho Mundo. Somente duzentos anos mais tarde, os culinaristas franceses tiveram a ideia de fabricar os primeiros ovos de chocolate da História. Os ovos de chocolate viram dos Pâtissiers que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora.
Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.
Atualmente, O Brasil é o 3º maior mercado mundial de chocolates. Os números da Páscoa impressionam em vários sentidos, como as projeções de criação de empregos temporários. Em 2012 Foram mais de 71,5 mil vagas em todo o Brasil, 2% a mais que em 2011.
Este mercado é extremamente competitivo. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a norte-americana Kraft, proprietária da marca Lacta, detém a liderança do seguimento. Em 2012, atingiu a casa de 27 milhões de ovos produzidos, contando com 11.000 colaboradores entre funcionários e temporários. A Nestlé produziu aproximadamente 17 milhões de ovos e a Garoto vendeu em torno de 20 milhões de unidades. Além destas destacam-se no mercado a empresa argentina Arcor, que vendeu aproximadamente 6 milhões de ovos e a empresa Pandurata que produz a marca Hershey's. Esta produziu em 2012 quase 2 milhões de ovos, aumento de 20% comparado ao ano anterior.
Este mercado é extremamente competitivo. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), a norte-americana Kraft, proprietária da marca Lacta, detém a liderança do seguimento. Em 2012, atingiu a casa de 27 milhões de ovos produzidos, contando com 11.000 colaboradores entre funcionários e temporários. A Nestlé produziu aproximadamente 17 milhões de ovos e a Garoto vendeu em torno de 20 milhões de unidades. Além destas destacam-se no mercado a empresa argentina Arcor, que vendeu aproximadamente 6 milhões de ovos e a empresa Pandurata que produz a marca Hershey's. Esta produziu em 2012 quase 2 milhões de ovos, aumento de 20% comparado ao ano anterior.
As Franquias de Chocolates também comemoraram nos últimos anos a expansão das redes e das vendas. Cacau Show, em 2012, obteve um aumento de 23% no volume de vendas, graças principalmente a inovação e introdução de produtos mais sofisticados.
Mas com tantas opções disponíveis, uma coisa me chamou a atenção: O preço.
Por exemplo, uma barra de chocolate Lacta Diamante Negro, de 140g, hoje custa em torno de R$5,39. Já o ovo Diamante Negro, de 500g, sai em torno de R$49,90. Ou seja, o mesmo chocolate, apenas por estar no formato de ovo, sai por volta de 313,88% mais caro!!
Também da Lacta, o chocolate Ao leite, de 140g, hoje custa em torno de R$5,39. Já o ovo Lacta ao leite, de 196g, custa em torno de R$19,90. Este apresenta uma disparidade ainda maior: 320,28% mais caro!
Uma alternativa aos altos preços dos ovos são as cestas de chocolate e os ovos de franquia, que geralmente são mais em conta.
Mas muito mais importante que chocolates, ovos e tudo mais, é não desviar o foco do verdadeiro sentido da Páscoa: Ressurreição, fé e acima de tudo, vida nova.
Créditos: Arautos do Evangelho/Wikipedia/Brasil Escola/Pravda
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
10 Estratégias de Manipulação Midiática
Muito interessante o gráfico a seguir, muito semelhante ao que vemos principalmente em nossa TV aberta.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
9 atitudes que não deixam sua vida evoluir
Extraído do site Administradores.com
http://www.administradores.com.br/
Estamos na reta final de 2012 e a sensação é de que o tempo está voando. Neste momento muitas pessoas se perguntam se o ano está valendo a pena ou se está passando sem o rendimento e os resultados esperados. Muitos fatores podem determinar o sucesso ou não dos nossos projetos. Porém, existem algumas atitudes que, verdadeiramente, podem nos impedir de evoluir sem que sejam percebidas. Entenda alguma delas e como superá-las para que você consiga sair do lugar, seja na vida pessoal ou profissional.
http://www.administradores.com.br/
Estamos na reta final de 2012 e a sensação é de que o tempo está voando. Neste momento muitas pessoas se perguntam se o ano está valendo a pena ou se está passando sem o rendimento e os resultados esperados. Muitos fatores podem determinar o sucesso ou não dos nossos projetos. Porém, existem algumas atitudes que, verdadeiramente, podem nos impedir de evoluir sem que sejam percebidas. Entenda alguma delas e como superá-las para que você consiga sair do lugar, seja na vida pessoal ou profissional.
Não ter objetivos definidos
Se você não sabe o que quer, o tempo vai passar e nada vai acontecer, mas com certeza vai estar sempre com a sensação de que fez um monte de coisas. Escolha um ou dois objetivos extremamente realistas e pé no chão, para os próximos meses, escreva-os e detalhe um plano de ação. Ter algo mesmo que não seja "o plano perfeito" é melhor do que não ter nada.
Achar que o momento certo ainda vai aparecer
O momento certo é um mito, ele não existe. As condições perfeitas nunca vão acontecer na hora que você precisa. Faça o momento certo ser o momento em que você decidir começar a sair do lugar, quem espera nunca alcança, ou nesse caso fica no mesmo lugar. É a lei da inércia.
| Imagem: Thinkstock |
Não planejar seu tempo
Se você deixa a vida fluir como um rio, vai acabar como um peixe, na mesa de alguém ou nadando aleatoriamente. É preciso dar um norte para a semana, para o mês, para o dia. Se você não planejada nada, as coisas simplesmente se tornam urgentes e você fica sem tempo de fazer a vida evoluir.
Não ter uma agenda eficiente
Se você anota as coisas que precisa fazer na cabeça, no post it, no caderno em qualquer lugar que tiver mais próximo, você é um forte candidato a se perder entre suas tarefas, não conseguir planejar de forma adequada e quando perceber não tem tempo para nada. Agenda eficiente é aquele que centraliza tudo que você precisa fazer, te permite planejar e está sempre presente com você.
Usar o fim de semana para procrastinar a vida
Nada contra pegar um fim de semana de preguiça e não fazer nada, mas se você faz isso com a maior parte dos seus fins de semana tem algo errado. É no fim de semana que temos a oportunidade de recuperar a energia, de colocar a leitura em dia, de fazer algum curso, de ter tempo com os amigos, de estudar algo novo, de elaborar melhor suas ideias.
Achar que alguém é responsável pela sua carreira
Não é a empresa, não é seu chefe, não são seus pais, seus amigos ou seus professores que fazem sua carreira. Você é que tem que constantemente usar seu tempo para investir em cursos, networking, eventos, estágios, etc.
Não correr riscos
Se você faz o que costuma fazer sempre, vai ter o resultado de sempre. Os medíocres são aqueles que ficam na media. Os visionários, nada mais são do que pessoas que correram o risco e deram certo. Visionários erram, mas é errando que torna os riscos mais calculáveis. Alguma coisa você precisa arriscar, pense bem, analise com cautela, veja os prós e os contras e vá em frente.
Reclamar
As coisas não dão sempre certo, a vida vai ter um monte de burradas, de erros, de traições, de mágoas, de perdas, etc. Viver é assim mesmo, se não curte isso, "pede pra sair" rsrsrs. Aprenda com os erros, faça uma análise e comece de novo. Perder seu tempo reclamando só vai piorar a situação. Enquanto você reclama, com certeza alguém já está começando a fazer a história de sucesso do amanhã.
Excesso de redes sociais
Eu gosto do Facebook, Twitter, Linkedin. Na medida certa eles fazem a diferença na vida pessoal e profissional. Agora se você está viciado nas redes e deixa de fazer coisas importantes, com certeza vai ser bem difícil de evoluir.
sábado, 13 de outubro de 2012
A mídia e seu poder de distorcer a realidade
Não sei se alguém ouviu falar, mas no mês de setembro/2012, a loja virtual Visou, teve um grande problema após um funcionário xingar uma cliente na fanpage da loja no Facebook. O caso foi parar até em um dos blogs do Estadão, e rapidamente se espalhou pelas redes sociais. O link a seguir mostra em detalhes o que aconteceu, inclusive com supostos "prints" da conversa entre membros da loja e a cliente.
Na última quinta feira, quando eu estava checando e-mails, me deparei com uma manchete que falava sobre a recuperação da empresa após o ocorrido, e como ela se tornara mais popular após o incidente. Segue abaixo link:
Perceberam a diferença?? A segunda matéria dá a entender que o que proporcionou o aumento da popularidade da loja foi a forma desapropriada que o funcionário usou, quando, na verdade (no meu ponto de vista) foi a forma que a dona da loja usou para resolver o enorme inconveniente.
Não se sabe qual das matérias fala a verdade absoluta sobre o assunto. Mas aquele print da segunda matéria soa no mínimo estranho, depois do pedido de desculpas da Loja.
Se uma pessoa lê apenas a primeira matéria, terá uma opinião sobre o assunto diferente de alguém que leu apenas a segunda matéria.
O que quero dizer com esse post, é que precisamos ser extremamente cautelosos e ter muito critério quando se trata de TV, rádio, internet... As vezes, nem tudo é o que parece, e uma visão crítica é indispensável.
#ficaadica!!!!!!!
terça-feira, 9 de outubro de 2012
O Horário de Verão em detalhes
Neste ano, o horário de verão começará no dia 21 de outubro de 2012, que corresponde ao terceiro domingo de mês de outubro e terminará no dia 17 de fevereiro de 2013.
![]() |
| Benjamin Franklin |
![]() |
| Willian Willett |
A idéia, na época, não chegou a sair do papel. Em 1907, na Inglaterra, um construtor chamado William Willett, membro da Sociedade Astronômica Real, deu início a uma campanha que propunha alterar os relógios no verão para reduzir o que classificava de "desperdício de luz diurna". Willett morreu em 1915, um ano antes de a Alemanha adotar sua tese e se tornar o primeiro país no mundo a implantar o horário de verão.
Já no Brasil, a história do horário de verão teve início na década de 30, pelas mãos do então presidente Getúlio Vargas: sua versão de estréia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Depois de 18 anos sem sua instituição, o horário de verão foi novamente adotado devido à queda do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, por volta de 1985/86. Após esse período, o horário de verão passou a ocorrer em todos os anos.
Desde 1985 o horário de verão é implantado na segunda quinzena de outubro. Em 2006, porém, ele foi adiado por três semanas, por causa do segundo turno das eleições, tendo início no dia 5 de novembro. O medo era que o horário de verão pudesse provocar problemas no sistema de funcionamento das urnas eletrônicas. Então, em 2008, um decreto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez com que o horário de verão se iniciasse no terceiro domingo de outubro e fosse até o terceiro domingo de fevereiro, e é assim até hoje.
O objetivo do horário de verão, como propôs Franklin, é aproveitar os dias mais longos do verão, com mais tempo de luz solar, para economizar energia.
Moradores de estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, além de Distrito Federal, terão que adiantar uma hora nos relógios.
Para que suas vantagens sejam percebidas, é necessário conhecer um pouco do funcionamento do setor elétrico. Entre o final da tarde e o início da noite, encontra-se o período do dia em que mais se consome energia elétrica. Neste momento é que o sistema atinge o seu pico de carga coincidente, ou seja, todos aumentam o consumo de energia no mesmo momento. Por isso essa flutuação é acompanhada pelas autoridades do setor, no caso, o Operador Nacional do Sistema (ONS), para afastar qualquer ameaça de desabastecimento aos brasileiros.
Nesse período de demanda mais acentuada entra em funcionamento o serviço de iluminação pública nas cidades, o acionamento de placas e luminosos comerciais, aumenta-se o consumo nas residências pela maior utilização dos chuveiros, somando-se a isso, a entrada de aparelhos como ar condicionado, climatizadores, e o maior acionamento de geladeiras e freezers. Ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se a entrada desses equipamentos ao mesmo tempo. A iluminação pública, por exemplo, começa a funcionar após as 19h, no sentido inverso das atividades industriais. Com dias mais quentes, propícios a passeios e atividades físicas ao ar livre, as pessoas retardam a utilização do chuveiro, pulverizando o uso desse equipamento, que apresenta alto consumo de energia. Essas são as principais razões para a adoção do horário de verão pelo Brasil, seguindo passos de muitos outros países, principalmente na Europa e na América do Norte.
Na última edição do horário brasileiro de verão, dados reunidos pela ONS apontaram para uma redução da demanda no horário de pico da ordem de 2.555 MW - 1.840 MW no Sudeste e Centro-Oeste, 610 MW no Sul e 105 MW no Nordeste - neste ano, o Estado da Bahia passou a adotar o horário alternativo. A redução representa 4,6% da demanda máxima dos três subsistemas.
Ainda conforme o órgão regulador, a redução de energia foi de 0,5% em todos os subsistemas envolvidos, o que equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro ou 10% do consumo mensal de Curitiba e 0,5% do consumo mensal de Feira de Santana (BA). No caso de São Paulo, houve redução de demanda de 4,5% no horário de pico - resultando em economia de 985 MW, a maior do País. Isso representa R$ 160 milhões ao país, o que gera uma tarifa mais barata, com a diminuição nos custos da operação do sistema.
Em determinadas cidades do país o horário de verão também traz a vantagem da segurança, pois voltar para casa mais cedo pode ser mais seguro em muitos lugares, infelizmente.Mas o Horário de Verão não traz apenas benefícios.
Nos estados brasileiros onde não vigora o horário de verão, os impactos que as pessoas sentem são na programação das emissoras de televisão e nas agências bancárias, onde o horário de funcionamento em muitos locais é antecipado em uma hora, para compatibilizar com o horário de Brasília. No entanto, algumas afiliadas ou emissoras próprias das redes de televisões (localizadas no Norte, Noroeste, Nordeste e Oeste), geralmente afiliadas às grandes Redes SBT, Record e Band, preferem atrasar a programação nacional em uma hora para garantir a programação local no horário normal. Porém, as emissoras são obrigadas a exibir as atrações classificadas para maiores de 12 e 14 anos em relação do horário de Brasília, como no caso da Rede Globo entre 2009 a 2010.
A mudança de horário impacta os sistemas críticos de informática em uso nas empresas. Alguns destes sistemas precisam ser desligados e religados para que a atualização de horário não provoque problemas internos nos programas e nem efeitos indesejáveis. O mesmo acontece para a volta ao horário normal.
Outro problema sério é o término dos seguros, causando confusão por ocasião da reposição dos danos ou prejuízos. Os operários também são prejudicados. Se por um lado, a mudança de madrugada incomoda menos as pessoas, por outro lado ela atinge economicamente um grupo de pessoas que trabalha durante a noite. Ao adiantar o relógio, o operário noturno vai trabalhar uma hora menos; ao contrário, ao atrasar o relógio ele irá trabalhar uma hora a mais em sua jornada de trabalho noturno. Se for um mesmo trabalhador as horas serão compensadas, mas no caso de serem diferentes um vai levar vantagem e o outro não.
O sistema atualmente em vigor provoca dois grandes principais inconvenientes. O primeiro é a cronorruptura (isto é, o fluir do tempo é perturbado duas vezes por ano), provoca perturbações no sono, no apetite, na capacidade de trabalho, no humor, especialmente, na primavera; afeta, sobretudo as pessoas idosas, doentes e crianças. Na França, em uma pesquisa realizada pelo Senado, 19% dos médicos constataram um aumento sensível no consumo de medicamento e de tranquilizantes; a obrigação de regular a hora em numerosos equipamentos de informática, eletrodomésticos, audiovisuais, sistemas de alarme etc; problemas de adaptação observados nos hospitais, nas escolas e nas casas de repousos das pessoas idosas.
O segundo grande inconveniente e alguns dos efeitos da decalagem de uma hora sobre a hora solar: uma hora de atraso do pôr do sol causa uma persistência da claridade e do calor; a jornada de trabalho inicia e termina mais cedo nos setores de construção, e as pausas ou intervalos para as refeições ocorrem no período de calor mais intenso – o retorno ao trabalho às 13h corresponde ao meio-dia solar; no domínio agrícola as reclamações são mais intensas, pois o avanço no horário de verão impede o início dos trabalhos agrícolas mais cedo pela manhã, quando o sol é muito mais fraco, em consequência o trabalho é efetuado no momento mais quente do dia e se prolonga até o pôr do sol; sobre o ponto de vista ambiental, o auge da circulação coincide com as horas mais quentes aumentando as concentrações de ozônio e oxidação; os acidentes de circulação, evitados ao anoitecer graças às horas suplementares de claridade, serão compensados por aqueles que ocorrerão durante a obscuridade matinal e para os países frios pela presença do gelo nas estradas (verglas); as atividades culturais ocorridas nos interiores dos prédios (cinema, biblioteca, teatro etc) sofrem uma baixa de frequência. Realmente, embora o avanço da hora permita a prática de diversões durante mais tempo ao anoitecer ao ar livre, por outro lado ela provoca uma menor frequência às diversões que ocorrem em recintos fechados.
As atividades turísticas ao ar livre aproveitam a vantagem de claridade suplementar, enquanto outras são prejudicadas como, por exemplo, os fogos de artifício, os espetáculos de som e luz etc. Por outro lado os restaurantes deverão gerenciar o seu pessoal de modo a assegurar o atendimento de uma clientela mais tardia.
E você, o que pensa a respeito???
Créditos: R7/Wikipedia/HowStuffWorks/Tec Hoje/CPFL Energia
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Urna Eletrônica: Progresso ou Erro?
O voto através da urna
eletrônica foi implantado no Brasil em 1996 e, segundo critérios estabelecidos
pelo Tribunal Superior Eleitoral, apenas os municípios com mais de 200 mil
eleitores utilizaram-se dela. Em 1998 os municípios com mais de 40.500 eleitores
também passaram a utilizar a urna eletrônica no processo eleitoral. Finalmente,
no ano 2000, todo o território brasileiro teve suas eleições informatizadas.
Atualmente diversos outros países estão utilizando a tecnologia brasileira e
informatizando suas eleições.
O uso das urnas de
eletrônicas gera um ganho ambiental considerável. De acordo com o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), desde a implantação do sistema eletrônico de votação,
em 1996, até a eleição realizada em 2006, 820,8 milhões de cidadãos votaram por
meio desse sistema, o que ajudou a preservar 18.720 árvores ou uma floresta de
112 mil metros quadrados.
O uso das urnas
eletrônicas durante esses últimos anos também economizou 505,44 milhões de
litros de água que eram utilizados na produção do papel das cédulas, volume
esse suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes durante um mês.
Nas
eleições de 2008 foram economizados 148,2 mil quilos de papel, poupando 2.965
árvores.
A
urna eletrônica detém uma série de vantagens. A principal delas, sem dúvida, é
impedir fraudes. Seguem abaixo algumas vantagens em utilizar a urna eletrônica.
·
Os partidos concorrentes
ao pleito recebem, previamente, os programas de computador que serão
utilizados, podendo, inclusive, constituir sistema próprio de fiscalização,
apuração e totalização dos resultados. Outra grande vantagem é a rapidez
na apuração. 95% dos votos de 126 milhões de eleitores são apurados até a meia
noite do dia do pleito.
·
Os fiscais e delegados
de partidos podem acompanhar o procedimento de geração do flash card de carga e
do flash card de votação.
·
Às 7h30min do dia da
eleição, o presidente da mesa receptora de votos emite a "zerézima"
na presença dos fiscais de partidos políticos, que é um documento impresso pela
urna contendo a relação de todos os concorrentes ao pleito e com zero votos
para cada um, provando que não há qualquer voto registrado naquela urna.
·
O sistema eletrônico
impede que o eleitor vote mais de uma vez, pois o número do título é bloqueado
após a primeira votação.
·
Com o voto eletrônico
acaba a subjetividade para identificar a vontade do eleitor. No processo manual
são as juntas apuradoras que interpretam votos que não estão claros.
·
Ao encerrar-se a
votação, cada urna expede o seu boletim de urna (BU) com todos os votos já
apurados, ou seja, o resultado da eleição naquela urna é imediato.
·
O eleitor pode
conferir, também pela foto, o candidato em que vota.
·
Para quem está fora do
seu domicílio eleitoral no dia da eleição, basta apresentar o Requerimento de
Justificativa Eleitoral em qualquer local de votação (no mesmo horário da
votação) e a ausência é justificada, na própria urna eletrônica, pelo mesário.
·
Em cada tecla da urna,
o eleitor encontrará a gravação do respectivo número em código internacional
braile. O deficiente visual que não lê em braile poderá votar guiando-se pelo
número 5, central, ressaltado no teclado através de uma pequena barra, logo abaixo
do número, na própria tecla.
Segundo
estudiosos da história das eleições no Brasil, a adoção do equipamento gerou um
importante impacto na diminuição dos índices de votos nulos no país. Jairo
Nicolau, pesquisador do Iuperj, aponta a combinação de altos índices de
analfabetismo funcional com uma cédula de votação complexa como uma das
responsáveis por números elevados de votos nulos em eleições anteriores à urna
eletrônica. Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, após a eleição de
1998, o professor destacou que "se produziu, sem muito esforço, uma
revolução política no país: milhões de eleitores passaram a ter suas
preferências realmente contabilizadas pelo sistema representativo. Não dá ainda
para dizer com precisão a magnitude desta revolução, mas o número pode chegar
facilmente a 10 milhões de eleitores. Parece pouco, mas aí cabem, somados, os
eleitores que foram às urnas nas últimas eleições em Portugal, na Nova Zelândia
e na Finlândia”.
Neste
mesmo sentido, o professor da Universidade de Brasília, David Fleischer,
destacou, em artigo em que comparava resultados das eleições municipais
brasileiras de 1982 a 2000, as mudanças ocorridas nos índices de votos nulos:
“As diferenças significativas estão nas duas eleições para vereador. Comparado
com o pleito de 1996, em 2000 a proporção de votos válidos aumentou de 86,49%
para 93,91%, enquanto os votos em branco e nulos diminuíram de 13,51% para
6,09%. Sem dúvida, este fenômeno se deve em grande parte a à utilização da urna
eletrônica em todo o Brasil em 2000, enquanto esta técnica foi experimentada em
apenas 51 das maiores cidades em 1996.
Mas será que esse
equipamento apresenta apenas vantagens???
Desde a sua criação,
diversos críticos tem contestado a urna eletrônica.
O debate sobre a
confiabilidade das urnas eletrônicas continua acirrado nos Estados Unidos, o
que parece inibir uma eleição eletrônica naquele país. De um lado, cientistas e
acadêmicos da área de computação apontando a vulnerabilidade das urnas
eletrônicas e, de outro, o poderio da indústria de software defendendo seus
interesses. No Brasil, parte da comunidade científica até que tentou
levar o assunto ao debate público, mas a tentativa foi fracassada, uma vez que
tanto o Congresso Nacional como a Justiça Eleitoral enterraram as tentativas de
se debater o assunto, que visavam eliminar os riscos de fraudes. Neste sentido,
as tentativas de tornar o voto eletrônico mais seguro, através de mecanismos de
impressão, permitindo a de recontagem, foram eliminadas.
Quanto a segurança, já ocorreram vários testes livres e independentes
bem sucedidos de invasão em urnas eletrônicas, como nos EUA, Paraguai,
Holanda e Índia.
Entre
03 e 8 de agosto de 2009, a Comissão Eleitoral da Índia promoveu um teste
controlado de invasão, isto é, um teste não-livre e sob regras restritivas, que
resultaram em insucesso do teste.
Copiando
o modelo indiano, o TSE promoveu também um teste controlado de invasão entre 10
e 13 de novembro de 2009, onde impôs uma série de restrições do que os hackers
poderiam fazer, ignorando um cenário real onde um hacker pode agir
utilizando engenharia social e modificação do hardware. Na
ocasião, alguns hackers afirmaram que "o TSE manipula as regras do
jogo, limitando os softwares que eles podem usar na tentativa de violar as
urnas". O TSE, por sua vez, afirmou que "não pretende
cercear nenhum investigador".
Em resposta a
convites do TSE, nove equipes de possíveis hackers com um total de 38
especialistas foram inscritos, na sua maioria funcionários públicos dos
quais apenas 20 compareceram, e tentaram quebrar os mecanismos de segurança das
urnas eletrônicas. O teste foi realizado em Brasília, tendo ocorrido um caso de
sucesso parcial e de nenhum sucesso.
Ao
final do quarto dia de tentativas, o jornal O Globo publicou manchete
afirmando que "Após testes no TSE, hackers dizem que urna
eletrônica é totalmente segura".
Outro
grande problema do voto eletrônico é seu custo, que é considerado muito elevado em relação ao
voto tradicional. Para as eleições de 2010, foram encomendadas aproximadamente
165 mil urnas. Cada uma custa em torno de 1200 reais, com uma vida útil
de apenas 10 anos. O TSE afirma que os equipamentos são
trocados durante esse curto período apenas por prevenção de problemas diversos.
Recentemente, um
representante do governo canadense foi indagado sobre a possibilidade de uma
eleição eletrônica naquele país. A resposta dada foi a de que, primeiramente,
seria necessário avaliar seus custos. Em seguida foi afirmado que, por questões
culturais, possivelmente o povo canadense não aceitasse votar eletronicamente.
Muitos acham que os
gastos em tecnologia da informação para as eleições eletrônicas no Brasil estão
acontecendo sem que se tenha uma explicação adequada. A sensibilidade da
Justiça Eleitoral tanto com as questões de segurança quanto com os custos do
voto eletrônico precisa ser bem evidenciada, sobretudo diante das precárias
condições sociais da nossa população.
E você, eleitor, o que
acha????
Créditos: Wikipédia/HowStuffWorks?/Espaço Ciab 2010/José Rodrigues FIlho
terça-feira, 2 de outubro de 2012
A OBSESSÃO PELO MELHOR!
Texto enviado pelo amigo Felippe, de Leila Ferreira
Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples, em Belo Horizonte.
Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas, o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.
Shakespeare
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