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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Criança Esperança: Doar ou não??

O projeto Criança Esperança já é tradição nacional. Com forte apelo publicitário, o movimento organizado pela rede Globo conta com ampla divulgação. 

Renato Aragão é o principal embaixador da campanha, realizada todo ano desde 1986, inicialmente em parceria com a UNICEF e atualmente com a UNESCO. O projeto é uma das mais bem-sucedidas marcas relacionadas a programas sociais dirigidos às crianças carentes em todo o mundo.
Os shows anuais, transmitidos ao vivo para todo o país, são o ponto alto da campanha, reunindo diversos artistas, entre músicos, apresentadores e atores do elenco da emissora, que se juntam para dar início ao período de arrecadação de doações feitas pelos telespectadores e por várias instituições. A arrecadação, no ano passado, ultrapassou a casa dos 18 milhões de reais.
Mas atualmente, com um emergente movimento que é contra a emissora, alguns tem contestado a campanha e, inclusive nas redes sociais, há campanhas para que as pessoas não realizem donativos.
A minha visão sobre o assunto, é de que nós não precisamos de chamadas na tv nem de empreguetes implorando por donativos para sermos solidários. Acho que a solidariedade que está dentro de nós deve ser aplicada aos que estão em nossa volta. Se olharmos bem em nossa cidade, nosso bairro, perto da nossa casa, sempre encontraremos alguém, um vizinho, um amigo, ou um conhecido que precisa de uma mão amiga.
Tenho certeza, amigos, que se cada um tentar fazer algo por alguém próximo, o mundo estaria diferente e não precisaríamos de movimentos como o Criança Esperança.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Kopi Luwak: O café de fezes

Extraído da revista Café & Cultura


Considerado o café mais caro do mundo (US$ 600.00 por meio kilo), o Kopi Luwak (ou Civet Coffee) é com certeza também o mais exótico.

Você tomaria uma bebida feita com fezes de animal? Antes de responder, saiba que é esse o ingrediente especial do café mais raro, saboroso e caro do mundo, o Kopi Luwak, originário da Indonésia. Essa, digamos, excentricidade do café sempre foi considerada uma lenda urbana, até que um estudo realizado pelo pesquisador italiano Massimo Marcone, em 2004, confirmou o que deve ter feito o estômago de muitos apreciadores da iguaria revirar.
Os preciosos grãos são mesmo processados pelo sistema gastrointestinal e depois retirados dos excrementos da civeta, um mamífero parecido com um gato, que não existe no Brasil (na Indonésia, as palavras Kopi e Luwak significam, respectivamente, café e civeta). O animal come somente os frutos mais doces, maduros e avermelhados do café, que são digeridos pelo seu organismo, com exceção dos grãos, que são excretados junto com suas fezes. E é justamente essa produção limitada dos grãos (menos de 230 quilos por ano) o motivo de sua raridade, preço alto (cerca de mil dólares o quilo) e sabor inigualável, garantem os apreciadores. "Uma mistura de chocolate e suco de uva. Menos ácido e amargo do que os cafés comuns", descreve Marcone.

Pesquisa valiosa

O pesquisador explica que à medida que o grão passa pelo sistema digestório do animal, ele sofre um processo de modificação parecido com o utilizado pela indústria cafeeira para remover a polpa do grão de café, mas que envolve bactérias diferentes das usadas pela indústria, além das enzimas digestivas do animal. É isso que dá ao Kopi Luwak seu sabor característico inigualável. Mas esse processo um tanto quanto esquisito de produzir café não representa riscos à saúde? "Os resultados dos testes que fiz em meus trabalhos mostraram que a bebida é perfeitamente segura", garante Marcone.
Não existem registros precisos sobre a história do Kopi Luwak, mas acredita-se que sua origem data de cerca de 200 anos atrás, quando os colonizadores holandeses iniciaram plantações de café nas ilhas de Java, Sumatra e Sulawesi, onde hoje é a Indonésia.
É nessas ilhas que vivem as civetas, que começaram a se alimentar da planta. Para evitar o desperdício, os plantadores de café começaram a coletar os grãos que saíam intactos das fezes dos animais. Em algum momento alguém resolveu experimentar essa variedade aparentemente pouco apetitosa e descobriu o que hoje é considerado o café mais saboroso do mundo. E você, ficou com vontade de encarar?

Receitas para perder a fome

O Kopi Luwak não é o único alimento excretado por animais que consumimos. Veja outros exemplos :
Vômito de abelha: O mel nada mais é do que isso. O néctar é transportado para o sistema digestório das abelhas, onde é misturado a enzimas que convertem seu açúcar em glicose e frutose. Ele se transforma em mel e é regurgitado pelas abelhas. É esse o produto final que consumimos.
Saliva de pássaro: É o ingrediente de uma sopa considerada uma iguaria na China (também conhecida como "caviar do oriente"). O pequeno pássaro constrói ninhos com sua própria saliva. Esse ninho (que literalmente vale ouro) é usado para o preparo da sopa. O prato é consumido em várias partes do mundo, inclusive nos EUA, que são o maior importador.
Fezes de cabra: É essa a origem de um tipo de óleo usado no Marrocos. O animal se alimenta de um tipo de fruta similar à oliva, que origina o óleo, depois seu caroço é coletado de suas fezes e se transforma em um óleo usado para cozinhar, como cosmético e na medicina local.
Cerveja de cuspe: A chicha é um tipo de cerveja produzido no Equador. Os grãos de milho são mastigados e cuspidos em um recipiente, onde as enzimas da saliva quebram o amido que depois será fermentado e misturado ao álcool.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Londres 2012: Mais que olimpíada, retrato da realidade

Londres 2012: As olimpíadas estão quase chegando ao fim e o assunto mais comentado por aqui é o desempenho medíocre da delegação brasileira. Até o presente momento, o Brasil conquistou apenas 8 medalhas, sendo 2 de ouro.

Vi muitos amigos comentarem, principalmente nas redes sociais, coisas como: "Não critique o Brasil, muita gente não sabe nem dar uma cambalhota". Pois bem, realmente. Fazer o que aquele pessoal faz não é fácil. Mas que o desempenho brasileiro deixa a desejar, #fato.
Vale a pena lembrar que a delegação brasileira em Londres é composta por 259 atletas, e como disse anteriormente, até o presente momento conquistou 8 medalhas. Já a delegação chinesa, composta por 396 atletas (137 a mais), lidera até o presente momento o quadro de medalhas com a bagatela de 73 medalhas, sendo 34 de ouro. Quanta diferença não acham???

Mas a culpa é de quem? Dos atletas? Não!!! Muitos deles enfrentam condições difíceis, falta de patrocínio e outros tantos obstáculos para chegar onde estão. Muitos outros, com melhores situações financeiras, vão ao exterior para treinar, pois o incentivo do governo federal é mínimo.

Infelizmente, nosso país tem "dado o peixe mas não tem ensinado a pescar".
Constrói estádios bilionários, mas faz um descaso total da educação.
Empresta dinheiro pro FMI, mas não investe em saúde, infra estrutura.
Sem contar, claro, da corrupção que tem rolado solta, fazendo dos recursos federais um cano furado, onde o dinheiro do povo jorra pra tudo quanto é lado e não é investido onde deveria ser.

Ora pessoal. A próxima reunião olímpica será aqui, "Rio 2016", e eu, sinceramente, não sei o que esperar. O Brasil faz barulho para o mundo querendo justificar seu status de potência mundial, mas quando falta estrutura e investimentos, não tem jeito. Provavelmente, se mudanças radicais não acontecerem, veremos outro fiasco, porém, em casa, o que refletirá novamente verdade da nossa alma socioeconômica.

E eu, como bom brasileiro, vou ficar aqui torcendo por mais medalhas brasileiras... Em Londres e no Rio...






sexta-feira, 20 de julho de 2012

Um gigante amarrado

O elefante, um animal enorme, fica preso a uma corda frágil, amarrado a um pequeno toco de madeira, que, com poucos esforços ele arrebentaria......
Isso ocorre porque o homem usa um meio eficaz de submetê-lo, quando o elefante ainda é um bebê e desconhece a força que tem.


Preso a uma corda, o bebê elefante tenta escapar. Faz esforços, se debate, se machuca, mas não consegue arrebentar as amarras.
A cena se repete por alguns anos. As tentativas de libertar-se são inúteis.
O elefante desiste.


Vencido pelas amarras, ele acredita que todos os seus esforços serão inúteis, para sempre.


Assim é que, depois de adulto, o gigante fica preso a essa fina corda que ele poderia romper com esforços insignificantes.


Fazendo um paralelo com o ser humano, poderíamos fazer a mesma pergunta: porque um ser tão grandioso, potencialmente criado para a perfeição e a felicidade, se deixa vencer por amarras tão sutis e sem fundamento?
São cordas invisíveis que vão imobilizando um gigante e, por fim, ele se conforma e se submete, sem questionamentos.


Essas cordas podem ser facilmente percebidas, basta um olhar mais atento...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A escada da vida

Deus em primeiro lugar...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

2030: A extinção dos Professores

Texto originalmente publicado pelo amigo Fernando Martins Ferreira
http://www.facebook.com/fernando.m.ferreira.921




¨O ano é 2030 D.C. - ou seja, daqui a dezoito anos - e uma conversa entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação: 

- Vovô, por que o mundo está acabando? 

A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo tom vem a resposta: 

- Porque não existem mais PROFESSORES, meu anjo. 

- Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor? 

O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam as pessoas a pensar.

- Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios? 

- Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados pelos alunos. 

- E como foi que eles desapareceram, vovô? 

- Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam aprender alguma coisa. 

Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos. Estes foram ensinados a dizer "eu estou pagando e você tem que me ensinar", ou "para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito mais do que você" ou ainda "meu pai me dá mais de mesada do que você ganha". Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais, pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo "gerenciar a relação com o aluno". O professores eram vítimas da violência - física, verbal e moral - que lhes era destinada por pobres e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.

Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular, para qualquer faculdade que fosse. "Ah, eu quero saber se isso que vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular", diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de idéias, tudo, enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.

Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas "bem sucedidas" eram políticos e empresários que os financiavam, modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão - enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a sociedade. ¨

ATENÇÃO: Qualquer semelhança com a situação deste País ultrajado e saqueado por políticos quadrilheiros e mafiosos, não é mera coincidência.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

As 3 peneiras de Sócrates



Texto antigo, mas que se faz muito atual, principalmente em nosso mundo pós contemporâneo, onde as informações voam...


Um homem foi ao encontro de  Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera – disse o sábio. Antes de contar-me, quero saber se fizeste  passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem  atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres  dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a  informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade,não.
-Então, disse-lhe o sábio,  se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor  que o guardes apenas para ti...